Campos do Jordão, SP

Vista das obras [view of the artworks], de by] Anna Bella-Papp, na [at the] 34ª Bienal de São Paulo.  © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
Vista das obras [view of the artworks], de by] Anna Bella-Papp, na [at the] 34ª Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Pela primeira vez a cidade de Campos do Jordão (SP) recebe uma exposição itinerante da Bienal de São Paulo, no Palácio Boa Vista, o que foi possibilitado por uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria do Governo e da Secretaria de Cultura e da Economia Criativa. 

A cidade recebe o enunciado Cantos Tikmũ’ũn. Também conhecidos como Maxakali, os Tikmũ’ũn são um povo indígena originário de uma região compreendida entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Após inúmeros episódios de violências e abusos, os Tikmũ’ũn chegaram a beirar a extinção nos anos 1940 e foram forçados a abandonar suas terras ancestrais para sobreviver. Os cantos organizam a vida nas aldeias, constituindo quase um índice de todos os elementos que estão presentes em seu cotidiano – plantas, animais, lugares, objetos, saberes – e envolvendo sua rica cosmologia. Grande parte desses cantos, muitas vezes destinados à cura, é executada coletivamente. No contexto de uma exposição concebida ao redor da necessidade e do poder do canto, tanto num sentido literal quanto metafórico, o exemplo dos Tikmũ’ũn ressoa de modo potente, inclusive do ponto de vista político: em sua prática, o esforço comunitário é constantemente renovado para nomear e assim construir coletivamente um universo. 

Na itinerância da 34ª Bienal de São Paulo, ao redor desse enunciado agrupam-se obras que têm entre seus disparadores reflexões sobre a necessidade de preservação do meio-ambiente e de salvaguarda de culturas e conhecimentos que são transmitidos oralmente de geração em geração, como os próprios cantos Tikmũ’ũn.

Serviço: 

34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto
Programa de mostras itinerantes

Palácio Boa Vista 
Campos do Jordão (SP)
29 junho – 31 julho 2022
Av. Adhemar Pereira de Barros, 3001 – Alto da Boa Vista, Campos do Jordão (SP)
Quarta – domingo, 10h  12h; 14h – 17h
Entrada gratuita





  1. Caroline A. Jones, Eyesight Alone: Clement Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
  2. Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
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