Regina Silveira

Regina Silveira, <i>Paradoxo do Santo</i>, 1994. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, Paradoxo do Santo, 1994. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, <i>Equinócio</i>, 2002. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, Equinócio, 2002. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, <i>Dobra 2</i>, 2001. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, Dobra 2, 2001. Foto: João Musa. Cortesia da artista e Luciana Brito Galeria
Regina Silveira, <i>Alteração em definição de arte</i>, 1977. Cortesia do Estúdio de Arte Regina Silveira
Regina Silveira, Alteração em definição de arte, 1977. Cortesia do Estúdio de Arte Regina Silveira

Os anos de formação de Regina Silveira (1939, Porto Alegre, RS) se deram entre Porto Alegre e Madri, mas foi a partir de 1969, quando viveu em Porto Rico, que desenvolveu os primeiros exercícios que delinearam o cerne de sua obra. Convidada a implantar um modelo experimental de ensino na Universidade de Porto Rico, Silveira experimentou intensamente técnicas gráficas de reprodução de imagem e participou de um ambiente em que se debatia a arte como território de circulação de imagens, discursos e sistemas ideológicos de representação. De volta ao Brasil em 1973, Silveira continuou em São Paulo sua prática docente comprometida com metodologias contemporâneas de criação e, como artista, consolidou-se como uma das principais investigadoras das especificidades das linguagens e dos meios técnicos.

Inúmeras das obras de Silveira colocam em questão os limites da representação e da percepção visual. Para isso, a artista estuda como o aparato óptico processa o que vemos e como o desenho pode manipular esses processos, dilatando-os, distorcendo-os ou levando-os ao absurdo. Nesses exercícios, é comum que os pontos de partida sejam ícones facilmente reconhecíveis – escadas, labirintos, sombras – que se transformam por operações de permutação e por inserções em imagens fotográficas, em sistemas de representação ou diretamente no espaço arquitetônico.

  1. Caroline A. Jones, Eyesight Alone: Clement Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
  2. Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
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