Neo Muyanga A Maze in Grace

08 Fev 2020 Pavilhão da Bienal exposição individual
Neo Muyanga, <i>A Maze in Grace</i>, 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal
Neo Muyanga, A Maze in Grace, 34ª Bienal de São Paulo. Foto: Levi Fanan / Fundação Bienal
Performance
Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo
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Performance "A Maze in Grace" de Neo Muyanga com Legítima Defesa e Bianca Turner para a abertura da 34ª Bienal de São Paulo. 08/02/2020 © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

No dia 8 de fevereiro, às 11 horas, aconteceu a performance inédita do compositor, artista sonoro e libretista Neo Muyanga (1974, Joanesburgo, África do Sul), A Maze in Grace. Na ocasião, um coro de cerca de 20 vozes ocupou os três andares do Pavilhão da Bienal, ao redor de seu vão central, cantando uma nova composição para a melodia da conhecida Amazing Grace [Graça sublime], frequentemente apresentada como um hino de rituais de luto público em diferentes partes da África, e que possui conotação política religiosa para a comunidade afro-americana nos EUA.

O trabalho de Muyanga propõe a desconstrução e um novo olhar sobre a canção, composta, em 1772, por John Newton, um traficante de escravos britânico branco que se converteu e tornou-se um pastor anglicano abolicionista no final do século XVIII após uma série de experiências de quase morte. O coletivo teatral paulistano Legítima Defesa, que realiza ações poético-políticas de reflexão e representação da negritude, também participou da performance, assim como a artista Bianca Turner (n. 1984, São Paulo, Brasil), que assina o videomapping utilizado na obra.

Para além de sua realização no dia 8, que deu início ao programa da 34ª Bienal de São Paulo, a nova obra de Muyanga se desdobra em outros dois momentos: a performance que, em julho, abrirá a 11ª Bienal de Liverpool, instituição parceira na realização deste trabalho; e a instalação audiovisual que integrará a mostra coletiva da 34ª Bienal, em outubro. Composta a partir de seu país, a África do Sul, e com realizações no Brasil e Inglaterra, essa obra religa os vértices do chamado “triângulo do Atlântico”.

Segundo Paulo Miyada, curador adjunto da mostra, “é difícil imaginar uma forma mais propícia de abrir a programação de uma Bienal intitulada ‘Faz escuro mas eu canto’, pois Neo Muyanga relembra o quanto uma canção de esperança está marcada pela violência e pela crueldade e, então, reencanta sua sonoridade com elementos musicais e discursivos da história dos homens e mulheres negros brasileiros e africanos – justamente aqueles que protagonizaram e protagonizam a luta pela emancipação racial que dá sentido a essa canção”.

Performance coproduzida com a Liverpool Biennial of Contemporary Art.

Saiba mais sobre o artista aqui.

  1. Caroline A. Jones, Eyesight Alone: Clement Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
  2. Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
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