Jota Mombaça

Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, <i>2021 Spell to Become Invisible</i>, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, 2021 Spell to Become Invisible, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, <i>2021 Spell to Become Invisible</i>, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, 2021 Spell to Become Invisible, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, <i>2021 Spell to Become Invisible</i>, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, 2021 Spell to Become Invisible, 2019. Foto: Caroline Lima. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, <i>2021 Spell to Become Invisible</i>, 2019. Foto: Sebastian Bolesch. Cortesia do artista
Jota Mombaça e Musa Michelle Mattiuzzi, 2021 Spell to Become Invisible, 2019. Foto: Sebastian Bolesch. Cortesia do artista
Jota Mombaça, <i>A Gente Combinamos de Não Morrer</i>, 2019. Foto: Darwin Marinho. Cortesia do artista
Jota Mombaça, A Gente Combinamos de Não Morrer, 2019. Foto: Darwin Marinho. Cortesia do artista
Jota Mombaça, <i>A Gente Combinamos de Não Morrer</i>, 2019. Foto: Darwin Marinho. Cortesia do artista
Jota Mombaça, A Gente Combinamos de Não Morrer, 2019. Foto: Darwin Marinho. Cortesia do artista

Jota Mombaça (1991, Natal, RN) define-se como “bicha não binária, nascida e criada no nordeste do Brasil”. Jota pesquisa as relações entre humanidade e monstruosidade, investiga a pertinência do queer como categoria no contexto brasileiro e tensiona a constituição de subjetividades e marginalidades nos centros e periferias do capitalismo. Em suas performances e escritos, seu corpo desafia a branquitude heterossexual cisgênero e masculina que se impõe como norma universal. Jota expõe as violentas políticas de morte e de invisibilidade às quais foram submetidos os corpos racializados ao longo da história colonial, que perduram atualmente sob a ficção da democracia racial. 

Na performance A gente combinamos de não morrer (2018 - ), título inspirado em conto homônimo de Conceição Evaristo, Mombaça constrói facas artesanais rudimentares com materiais precários como galhos, cacos de vidro e barbante vermelho. O trabalho expõe a violência e a constante iminência do perigo aos quais estão submetidos os corpos que fogem à norma e sua necessidade de encontrar formas de resposta e resistência. Para Mombaça, “o futuro é um privilégio para poucos”, de modo que é necessário criar outras táticas de sobrevivência. 


  1. Caroline A. Jones, Eyesight Alone: Clement Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
  2. Greenberg’s Modernism and the Bureaucratization of the Senses (Chicago: University of Chicago Press, 2005).
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